Em 1956, Renato Bisazza fundou em Alte (Vicenza) a empresa fabricante de mosaico, Vetricolor, o nome do primeiro produto de série realizado naqueles anos: uma tessela de pasta de vidro colorida - com o formato 20x20 mm - que depois se torna um ícone para a empresa. Uma abordagem visionária, aquela de seu fundador, que criou um produto novo para a decoração de interiores e exteriores. A par com as obras artísticas da tradição introduz um sistema inovador de produção industrial do mosaico. Na década de 60, o mosaico de vidro, graças a sua alta resistência, se torna no material ideal para as superfícies exteriores de edifícios públicos, residenciais e comerciais. Chegam encomendas importantes da França e da Itália.
A investigação técnica constante acompanha o aumento da capacidade produtiva da empresa. Nesses anos são introduzidos os fornos elétricos contínuos, que operam 24 horas por dia, e substituem os fornos descontínuos a gás natural. Essa mudança e inovação marca um importante progresso na produção industrial. Começa uma grande expansão comercial no exterior, na Europa e nos países do Extremo Oriente.
Continua a expansão nos mercados, África e Oriente Médio, de onde provêm as encomendas mais importantes. As cúpulas das mesquitas são decoradas com tesselas de mosaico dourado e com frisos, realizados de acordo com a técnica artística tradicional do opus tessellatum. É aberta a primeira filial em Hong Kong.
Em 1989, a empresa assume a denominação atual, passando de Vetricolor a Bisazza S.p.A. É precisamente na década de Noventa que o mosaico Bisazza expande suas fronteiras ainda mais e entra nos espaços internos, privados e públicos. A atenção dedicada à qualidade do produto, à estética e a contínua ampliação de suas coleções, fazem com que as propostas de Bisazza se tornem soluções decorativas refinadas, capazes de marcar uma evolução no design de interiores. São abertas as filiais nos Estados Unidos e na Índia.
De 1995 a 1999, Alessandro Mendini é o diretor de arte da empresa. Durante sua direção, o mosaico tem uma ampla visibilidade. Mendini utiliza-o nos projetos arquitetônicos, em espaços públicos e em locais dedicados à cultura como o Groninger Museum na Holanda, o Louisiana Museum na Dinamarca, a Foundation Cartier pour l’Art Contemporain em Paris, o Casino Arosa na Suíça, o Quartiere Maghetti em Lugano e as Estações de Metrô de Nápoles. Durante esses anos, Alessandro Mendini abre o primeiro showroom Bisazza em Milão, Casa Bisazza e mais tarde em Nova York.Em 1997, desenha as primeiras obras para Mobili per Uomo, uma coleção de nove esculturas, de grandes dimensões, totalmente decoradas com tesselas de mosaico de ouro 24 k, que posteriormente se tornam parte da Coleção Permanente da FONDAZIONE BISAZZA.
No ano de 2000, Piero Bisazza é nomeado Administrador-Delegado de Bisazza S.p.A. Nesses anos são abertas as filiais comerciais em França, Grã-Bretanha, Espanha, Filipinas, Austrália, Alemanha e Rússia.
De 2000 a 2003 o cargo de diretor de arte é confiado a Fabio Novembre. Pela primeira vez o mosaico Bisazza entra em novos espaços. Novembre projeta lojas, restaurantes e hotéis, instalações espetaculares e decorações em mosaico com um estilo inovador.
Em 2005, no Salão Satellite (Salão do Móvel) é apresentada “Mini wears Bisazza”, uma importante colaboração entre MINI e Bisazza: cinco carros "vestidos" com as decorações em mosaico mais emblemáticas da coleção Bisazza. Depois do Salão, o projeto obtém grande repercussão internacionalmente, graças a um roadshow que envolve as principais capitais do design.
Em 2006, a empresa apresenta a nova linha Bisazza Home, uma coleção de móveis e acessórios de decoração assinados por renomados designers: Andrée Putman, Marcel Wanders, Patricia Urquiola, Jaime Hayon, J. Mayer e Carlo Dal Bianco. O mosaico encontra aqui um novo campo de aplicação, graças ao seu forte potencial expressivo combinado com o valor da produção artesanal.
Em consonância com a nova estratégia corporativa de extensão da marca, é lançada uma coleção de móveis para o banheiro, Bisazza Bagno, assinada por Jaime Hayon, Marcel Wanders e Nendo, novas propostas de mobiliário para as residências particulares e a indústria hoteleira. Graças a sua colocação no topo de gama, o mosaico Bisazza é utilizado por arquitetos de fama internacional, que projetam espaços dedicados ao bem-estar, suítes e piscinas nos hotéis mais luxuosos do mundo.
Em junho de 2012, é inaugurada a Fondazione Bisazza, um novo espaço cultural dedicado ao design e à arquitetura contemporânea, que acolhe a coleção permanente de obras e as instalações assinadas por autores de fama internacional e abriga exposições temporárias vindas das mais importantes instituições do mundo.
Em 2014, é apresentada a coleção “Bisazza wears Emilio Pucci”, decorações e painéis de mosaico artístico em edição limitada, nascidos da interpretação das estampas históricas da maison EMILIO PUCCI.
Em 2015, a empresa empreende uma diversificação adicional de sua proposta, lançando a coleção Bisazza Cementiles, uma linha nascida da interpretação contemporânea dos azulejos de cimento tradicionais, que eram usados nas elegantes residências burguesas e nos palácios da segunda metade do século XIX e inícios do século XX.